domingo, 6 de fevereiro de 2011

Se quiser

Hoje o piano nao me acalmou, meus dedos nao obedeciam ao meu comando, dessa vez quem ditava era meu peito. Um sentimento avesso, não faz bem.
Me deito e não durmo. é chegada a hora de viver meus sonhos, uma (quase) rotina antes de dormir. Você não me permite. E mesmo assim eu inssisto.
Acabo de montar a cena do nosso reencontro. Não sei onde, mas tem mar. Tem musica. Tem piano, que agora eu toco com alegria de novo. Tem cheiro, cor e um gosto.
A sensação da primeira vez. Estou me explodindo de felicidade e já dói. Eu não me engano quando eu sonho acordado. Não vai ter adeus.
Você lê aqueles versos que me escreveu e eu te abraço. Tua voz é mais bonita do que a melodia do piano. O teu abraço é mais meu do que antes. Eu não vim pra buscar o que é meu, mas você me dá. Eu não nego. Embrulho, guardo e escrevo "meu". Parece que depois que te achei mais ciente, submisso, eu me gelo.
Não te entrego o seu pertence.
E parto sem te abraçar, sem despedir, sem chorar nem tremer. Eu disse, não haveria adeus.
Apago as luzes do cenário. Tenho sono.
Vou pensar no que escreverei no seu presente. Talvez vá sem remetente. Chame de seu se quiser.

(Soler)

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